E eu que te guardo em cada letra,
que te guardo desde que soube dentro de mim o que era isto,
que te sei, que te leio, que te rio
e que, agora, te choro.
Pensei no que errei, no que foi ao lado,
pura e simplesmente talvez não estivesse destinado.
Não amei outra pessoa,
não te troquei por ninguém,
não pus em questão o amor que sentia por ti.
Acredito e compreendo o que se passa,
mas nada disto é lógico ou matemático.
Nada disto se reflecte naquilo a que chamamos culpa.
Nenhuma palavra mudará nada,
não melhorará nada,
mas também não fará que nada desapareça.
Continuo a guardar-te em cada letra,
na consciência de que não deixei de te entregar cada batida do meu coração a quem te disse que entreguei.
Continuo a manter-te em cada palavra,
sabendo que não me regi por umas regras coerentes e lógicas pelas quais me devia ter regido.
Foi uma pequena morte?
Foi sim.
Mas foi uma morte que não matou nada. Porque o que poderia ser morto, não é matável.
Foi uma morte que me encheu de consciência de que os erros são, infelizmente, a coisa mais eterna que temos.
O que fazemos com amor… é efémero.
O que vivemos felizes… acaba quando decidimos que assim é.
Os erros e a mágoa? Só têm um início. São eternos e não são remediáveis nunca.
Dói e não faz bem a ninguém? Mas é assim que é.
1 jogador(s):
:(
De facto, o teu dia de praia podia ter sido melhor.
As tuas lágrimas poderiam não ter caído em frente de todos.
Na verdade, o teu sorriso podia ter surgido.
Que te posso dizer Sofia?
Tens um ombro onde encostar a cabeça e uma amiga com quem desabafar.
beijinho*
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