Quarta-feira, Maio 19, 2010

Ar, Água, Terra e Fogo

E eu que te guardo em cada letra,

que te guardo desde que soube dentro de mim o que era isto,

que te sei, que te leio, que te rio

e que, agora, te choro.

Pensei no que errei, no que foi ao lado,

pura e simplesmente talvez não estivesse destinado.

Não amei outra pessoa,

não te troquei por ninguém,

não pus em questão o amor que sentia por ti.

Acredito e compreendo o que se passa,

mas nada disto é lógico ou matemático.

Nada disto se reflecte naquilo a que chamamos culpa.

Nenhuma palavra mudará nada,

não melhorará nada,

mas também não fará que nada desapareça.

Continuo a guardar-te em cada letra,

na consciência de que não deixei de te entregar cada batida do meu coração a quem te disse que entreguei.

Continuo a manter-te em cada palavra,

sabendo que não me regi por umas regras coerentes e lógicas pelas quais me devia ter regido.

Foi uma pequena morte?

Foi sim.

Mas foi uma morte que não matou nada. Porque o que poderia ser morto, não é matável.

Foi uma morte que me encheu de consciência de que os erros são, infelizmente, a coisa mais eterna que temos.

O que fazemos com amor… é efémero.

O que vivemos felizes… acaba quando decidimos que assim é.

Os erros e a mágoa? Só têm um início. São eternos e não são remediáveis nunca.


Dói e não faz bem a ninguém? Mas é assim que é.

1 jogador(s):

Susahnitah* disse...

:(

De facto, o teu dia de praia podia ter sido melhor.

As tuas lágrimas poderiam não ter caído em frente de todos.

Na verdade, o teu sorriso podia ter surgido.

Que te posso dizer Sofia?

Tens um ombro onde encostar a cabeça e uma amiga com quem desabafar.

beijinho*

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