Há sempre algo e alguém.
Há sempre uma necessidade que nos falta colmatar.
Pode sempre haver algo melhor.
Trata-se de uma escolha e, se não sabemos escolher, devemos limitar-nos a dedicar o Save Yourself do James Morrison e a desaparecer.
Sei que soa bruto, que soa rude, mas não, é por amor, que se fazem estas coisas.
Pode parecer revolta, mas é só cansaço.
Cansaço de mim, não te de ti, não desta situação.
Cansaço de decidir sempre pelo confortável… toda a minha vida.
Se gostas de mim, defende-me do que me magoa e vai embora, se é nisso que pensas. Sem mágoa, sem pena, sem ressentimento. Mesmo que me magoes, magoas menos assim.
Arranjarás outra pessoa com quem fazer amor e não estarás a deitar nada fora se fores embora agora.
É o medo de deitar a perder o que construímos?
É por eu ser uma pessoa maravilhosa, aos teus olhos?
É por acreditarmos que podemos ser felizes?
… ou é por realmente sermos felizes?
Temos ideais, temos necessidades.
Não é errado que as outras pessoas venham para os ajudar a crescer ou para os satisfazer… mas e aquela parte da honestidade? Tem de começar em mim, em ti. Tem de começar num não-medo, numa ausência de receio.
E essa ausência vai criar uma certeza, uma espécie de poder. Uma certeza que vale tanto quanto um momento que pode ter fim amanhã.
Coragem é trocar o bom e estável que te acompanha por aquilo que pode vir a ser muito bom, mas que não sabes quanto durará.
Às vezes, senão sempre, é preciso dar passos de marcha. Em que levantamos bem os pés do chão.
E eu, comodista e calculista como sou, garanto-te que sempre me custou muito. Mas percebi, finalmente, que a minha vida necessita absolutamente de alguma decisões.
De agora para sempre.
Decisões e escolhas.
Vou ver a missa do Papa.
5 jogador(s):
não consigo deixar de ler muito para além daquilo que escreves. não é bom, e é bom ao mesmo tempo para mim. já não sabemos onde pára o tempo de tudo. mas até quando?
não existem necessidades, só vontades. nós damos o nome que quisermos às coisas que escolhemos.
e esse foi o nome que lhe quiste dar =)
acerca do que disseste e fazendo referência há bocado, nós tentamos que nos entendam, mas as pessoas vão sempre acrescentar, tirar e refazer aquilo que realmente lhes é dito. não está certo nem errado. é assim que é. não podemos retirar o factor interpretativo do receptor. é assim que é. ;)
ando sempre à procura quem tem culpa! talvez. mas a matemática existe para nos demonstrar que podem existir verdades absolutas. existem coisas que nao carecem de interpretação. são-no e ponto final.
facilita imenso a vida do velejador que acredita que pode sempre encontrar uma terra diferente. viver no abstracto é facil, é melhor. torna as coisas mais suaves.
viver sempre no concreto torna as coisas falsamente pragmáticas.
Bem tecnicamente até pode fazer tudo falsamente pragmático mas deixa-me que te diga Sofia que torna tudo infinitamente mais facil...
Pelo menos a longo prazo, sonhar com aquele bocadinho pequeno entre o que sabemos que é real e aquilo que achamos que pode ser real isso só serve como causador de sofrimento.
Um exemplo claro disto seria se amanhã alguém afirmasse com certeza absoluta que Deus não existe nem nunca existiu, grande parte da população veria as suas crenças, os seus sonhos, simplesmente em ruínas...
Pessoalmente prefiro uma abordagem alternativa, uma onde nada é preto ou branco mas ao mesmo tempo existem factores claros, sim podemos não saber se Deus existe ou não mas se adquirirmos o conhecimento que nos for possivel ter sobre o assunto, podemos fazer uma escolha racional, para mim Deus não existe, sou um ateu por escolha ninguém me converteu nem sequer foi uma mudança que tenha ocorrido por um motivo particular. Um dia, simplesmente sentei-me olhei para a biblia, li toda a obra de uma ponta a outra, vi todos os possiveis castigos que vêem com a não aceitação de Deus, vi as pooucas ou nenhumas regalias de não o aceitar, e decidi que não iria aceitar a sua existência, e a verdade é esta, se quando eu morrer Deus me aparecer a frente eu vou continuar a afirmar cegamente que ele para mim não existe.
Onde quero chegar com isto é que gosto da opção que mistura tudo, para mim o ideal é criar verdades próprias e viver perante todas essas verdades criadas independemente do que qualquer pessoa nos diga, porque se existe algo certo é que tudo é incerto.
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