Antes sentia que tinha escolha.
Se ficava contigo ou se me ia embora.
Parecia-me que podia optar entre ficar e ser feliz
Ou ir embora e também ser feliz.
Agora não.
Agora sinto-me quase prisioneira.
Como se fosse uma imposição.
Uma boa prisão.
Uma prisão que me grita ao ouvido o que sinto por ti.
E tu?
Para ti as coisas não têm um tempo?
Porque tens sempre medo de estar a precipitar algo quando o sentes?
Parece-me que, dessa forma, apenas o estás a atrasar e, quem sabe, se não o estarás a perder.
Não a mim, mas à veracidade do que sentes. Como que a atrofiar o seu crescimento.
As coisas são genuínas no tempo delas.
Não quando já fomos ao notário, às finanças e ao presidente da república assinar várias autorizações. Essa é outra fase. Fase essa que implica que tenhamos aceite simplificar previamente.
Fazer as coisas não é esperar que elas aconteçam. É ter a coragem de seguir as nossas vontades mais instintivas e, muitas vezes, arriscadas.
Honestamente, sinto que tens uma certeza, mas que tens medo dela.
Respeito isso, mas não me revejo.
1 jogador(s):
"Honestamente, sinto que tens uma certeza, mas que tens medo dela.
Respeito isso, mas não me revejo."
Pois...
Para quê fugir ou esconder? Está lá e pronto.
E se não se agarra agora, talvez depois seja tarde de mais.
Beijo
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