Sexta-feira, Setembro 17, 2010

Lugar-comum

O amor é simples. Quando se torna demasiado complicado, polui-se tanto que deixa de ser amor. Porque o amor é algo que implica clareza, pureza, limpeza. Tão simples como um riso comum porque uma gaivota teve um “desequilíbrio”. Ridiculamente simples. Idiotamente inocente. Americanamente fácil e europeiamente intenso.

A vela que não se içou. A tecla que não se cravou. O sonho que não se gerou. Tudo isso são poluições. E o amor é demasiado limpo para isso.


A amizade é amor na sua forma mais pura.

Hoje não estou a usá-los, hoje sou realmente um enorme lugar-comum! Lugares esses que são filhos do óbvio, do simples. Lugares tão sólidos que são ditos por qualquer pacóvio. Hoje sou esse pacóvio. Sou o lugar-comum mais comum à face da terra. Esse lugar tão comum e simples que não deixo ninguém habitar.

Humildemente te agradeço pela letra que não escreveste.

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