Quando morreres, não deixarei que te levem num caixão.
Não deixarei que te roubem a opinião.
Enaltecer-te-ei como aos meus olhos mereces e serás imortal,
Serás como quero, levem a bem ou a mal.
Serás meu como já agora és,
Ficarás a descansar perto dos meus pés.
Junto a mim dormirás como se vivo ainda fosses,
Na minha cama, casa, a respirar cada dor e ideia,
Não aceito perder-te, não me resigno com destroços,
Fora com triviais desígnios, que venha em morte a ceia.
Não sei como farei, como sobreviverei,
Mas prometo-te, com todas as letras e ar que tenho,
Que enquanto de pé conseguir estar,
Ninguém vai esquecer o teu lugar.
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