Terça-feira, Janeiro 11, 2011

a propósito

Quando morreres, não deixarei que te levem num caixão.

Não deixarei que te roubem a opinião.

Enaltecer-te-ei como aos meus olhos mereces e serás imortal,

Serás como quero, levem a bem ou a mal.

Serás meu como já agora és,

Ficarás a descansar perto dos meus pés.

Junto a mim dormirás como se vivo ainda fosses,

Na minha cama, casa, a respirar cada dor e ideia,

Não aceito perder-te, não me resigno com destroços,

Fora com triviais desígnios, que venha em morte a ceia.

Não sei como farei, como sobreviverei,

Mas prometo-te, com todas as letras e ar que tenho,

Que enquanto de pé conseguir estar,

Ninguém vai esquecer o teu lugar.

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